O Clube de Regatas Bandeirantes é uma instituição sem fins lucrativos, com a finalidade principal de serviços de lazer, recreação, cultura e esporte para seus associados. Localizado às margens do lago, denominado Tanque do Moinho, conta com área de terreno de 41.200 m2, dois quais 32.500 m2 são constituídos de jardins e alamedas e de 9.700 m2 entre construções destinadas a práticas esportivas, sociais, recreativas e prédios administrativos.
Os mais de 8565 freqüentadores, entre sócios e dependentes, tem a seu dispor dentro do Clube, 04 piscinas (semi olímpica, recreativa e duas infantis), 02 campos de futebol society (gramado sintético e natural), 01 campo de areia (voleibol de areia e futvolei), 04 quadras poli esportivas (futsal, voleibol, handebol e basquete), 06 canchas de bocha (02 sintéticas, 02 de saibro e 02 de areia), 02 quadras poli esportivas cobertas (futsal, voleibol e basquete), 04 quadras de tênis (saibro), 01 paredão de tênis (tênis fast), sauna (atendimento para até 100 pessoas em única sessão), 03 churrasqueiras, parque infantil, salão social com capacidade para 5000 pessoas, academia de ginástica com 46 aparelhos, academia de danças, academia de judô, barcos e pedalinhos e salão de estética feminina, sendo atendidos com muita presteza por 72 funcionários dos mais diversos setores, que de desdobram em proporcionar o melhor aos associados e visitantes.
Esse complexo social e esportivo é utilizado por mais de 5000 pessoas mensalmente, em atividades recreativas sociais e esportivas. As atividades sociais e culturais do Clube são, também segmentos fortes com a promoção de grandes eventos sociais, como o Reveilon, o Carnaval, Baile das Mães, Baile do Queijo e Vinho, Baile da Primavera, Sexta Dançante-Piano´s Bar, as sextas feiras entre 22h00 e 02h00 da manhã, entre outros.
Memória
A Fundação: O convite que partiu de Benedito de Lima foi aceito pelo Dr. José de Aguiar Leme, então Prefeito Municipal de Bragança Paulista. Havia, nas cercanias da cidade, um belíssimo lago, denominado Tanque do Moinho, que Benedito queria que o chefe do Executivo conhecesse. Esse lago estava localizado em suas terras, com grande potencial, como atração e centro de práticas desportivas. O prefeito ficou realmente maravilhado com a beleza daquele manancial. Conhecedor da carência de atividades desportivas em nossa cidade e desejando incrementá-las da melhor maneira possível, o Dr. Aguiar Leme, o gerente do Banco Comercial sr. Mascarenhas, mais Collaço Veras, Mucio de Lima Faria, Francisco Samuel Luchesi Filho, Newton Barra, Dorival Toledo Leme, Benedito Augusto de Mello (o Dito Sapo) e vários outros amigos decidiram fundar um clube desportivo.
As obras: O trabalho começou com muito entusiasmo. A primeira grande realização seria a montagem de uma piscina em madeira, junto à beira do grande lago. A Industria Carretero se encarregou da obra. O retângulo foi surgindo; assim como as obras do salão e vestiários. Barcos para recreação no lago foram adquiridos do C.R. Tietê, de São Paulo. Corria ao ano de 1936 e o trabalho prosseguia firmemente.
A inauguração: No ano seguinte, tudo estava pronto para a inauguração. A festa do dia 21 de Fevereiro de 1937 foi inesquecível. Vários atletas do Tietê foram convidados paras as competições iniciais. Prestigiou o evento a grande nadadora brasileira Maria Lenke. A elite de Bragança Paulista, começou a fazer do novo clube um centro de reuniões sociais, pic-nics e competições esportivas.
Muitas pessoas mostraram desejo de aprender a nadar, contagiadas pelo entusiasmo dos que participavam das competições organizadas. Um professor foi contratado para ministrar aulas dessa modalidade. Era ele Luiz Mendes Pereira, o popular "Pará", um técnico em natação.
A jardineira: As aquisições começaram a ser feitas, em atendimento às necessidades do Clube, que aumentavam na mesma proporção do seu quadro associativo. Em 1940, uma "jardineira", pequeno ônibus muito utilizado na época, foi comprado e logo ganhou dos sócios o carinhoso apelido de "Nhá Rita". Ao volante, Benedito Augusto de Mello, indo e vindo constantemente, transportando os sócios do clube.
Os primeiros sócios: Além dos fundadores, Ernesto de Vita, Leôncio Certain, João Valle, Effenberger, Pedro Rabelo, Osório Ramalho, Saturnino Pacitti, José Augusto de Mello, Zico Payão, Adib Mimessi, Áureo Rosas, Jacintinho Osório, Juvenal Vasconcellos, irmãos Acedo, Dinorah Ramos, Osvaldo Assis, Cícero Marques, Dr. Assis, entre outros, foram os primeiros associados e freqüentadores do Clube de Regatas Bandeirantes.
Com a construção da piscina e as competições, surgiram os destaques, através do campeão Wilson Aguiar, e mais tarde Lucio Nicolatti e Milton Longo (o Pixoxó). A ala feminina, com Gertrudes Effenberger, Sinhá Certain, Helena Luchesi, Silvia Peluso, Edmea Leme, e Leonor Leme e outras, com muito brilhantismo participou de inúmeras competições, conquistando muitas medalhas.
O Social: Além da parte esportiva a diretoria sentiu que novas obras, novas metas precisavam ser atingidas para comportar a intensa movimentação dos associados. Os dirigentes do CRB, alugaram então o prédio do Teatro Bragantino, localizado na esquina das Ruas Cel. João Leme e Expedicionário Basílio Zecchin Jr (onde hoje se localiza o Edifício Santo Antonio). Aquele local passou a ser o ponto de encontro dos associados do clube, com promoção de festas, bailes e ringue de patinação, além da pratica de bola ao cesto, modalidade na qual ganharam amplo destaque os senhores Dr. Aguiar, Francisco Luchesi, Osvaldo e Ismael Assis, Ângelo Colombi, Moacyr Villaça, Geraldino de Oliveira, Antonio Ferrini, Normando de Mello, Milton Longo e Dinorah Ramos, entre outros.
O Logotipo: José Caetano, que foi sócio do clube desde sua fundação, casado com Cezaria Vitoriano e pai de cinco filhos, bem sucedido na profissão de pintor e desenhista, foi convidado em 1939, pelo Dr. José de Aguiar Leme, presidente na época, para fazer desenhos de algumas figuras no pequeno vestiário construído no local. Daí surgiu a idéia de fazer um distintivo (como era chamado na ocasião) do CRB. Decidiu-se então que as melhores cores seriam o vermelho, preto e branco, para diferenciar das cores do logotipo do C.A Bragantino ? preto e branco-, que inclusive fora criado por ele.
O Hino: Em 1991, o conceituado maestro Frederico Graf, que foi diretor da Sociedade Brasileira de Cultura, do Conservatório Musical Carlos Gomes de Campinas, do Coral do Liceu Pasteur de São Paulo, membro da Ordem dos Músicos do Brasil, professor de Conservatório em Campinas e Jundiaí, diretor do Coral do Centro do Professorado Paulista e fundador e diretor artístico do Centro Poliarte de Bragança Paulista, compôs em homenagem ao Clube de Regatas Bandeirantes, uma Romança para canto e piano, inspirada pela maravilhosa paisagem do lago, denominada:
Barcarola Bragantina
1ª Que bela tarde passei no ?Tanque do Moinho?, Que paz e encanto,encontrei neste lugar quietinho!... Meu barco flutuava, sobre as ondas deslizava, Saudando os verdes morros ao passar... Voltando à noite, adormeci e sonhei, Com este paraíso que ali achei!...
2ª Oh, vinde ali descansar, no meio de tanta beleza! As águas, o sol, o puro ar, saúde dão, a maior riqueza! O corpo restaurando, a mente fortificando, Renascem as energias e o amor à vida!... Sentindo alegre vibrar o coração, Saudamos o nosso Clube com efusão!...
O primeiro Informativo: 05 de Dezembro de 1937. ?O Bandeirante? Órgão do Clube de Regatas Bandeirantes ? Publicação Quinzenal. Diretor: Newton Barra. Redator: Luiz Mendes Pereira (Pará). Ano 1. Número 1. Na primeira página, um artigo de apresentação escrito por Luiz Mendes Pereira e uma matéria interessante sobre o aprendizado infantil de natação. O Bandeirante foi o precursor do atual Informativo Bandeirantes.
A Turma da Madrugada: Por volta de 1955, um grupo de cerca de 50 jovens costumava acorrer ao CRB aos domingos, para ali disputar partidas de futebol. Entretanto, somente existia um ?campão? (onde hoje fica o campo de futebol do E.C. José Domingues). Portanto, quem quisesse realmente jogar uma partida, deveria chegar as 5h30 ao portão de entrada para disputar uma vaga em uma das equipes. Assim sendo, os 22 primeiros que chegavam, assinavam o nome em um livro, tendo acesso para disputar uma partida. Mas, para chegar entre os primeiros não era fácil, pois não existia praticamente condução e poucos sócios tinham carro próprio. Os madrugadores dessa época eram: João Vito Lido, Ditinho, Tito Salvador, João Cristino, Nelson Ceconello, Juarez Amighini, Goulart, Siqueira, Adarve Hernandes, Mario Camargo, Jair Leme, Sanchão, Teia, irmãos Rubens e Célio Filócomo, Cleomenes Linardi, irmãos Remo, Walter, Valdemar, Radamés e Maio Lo Sardo, Leonel Supioni, Davi Garbe, Orlando Mori, Nenzinho, irmãos Paulo e José Leme, Galasso, Pancho, Clodos, irmãos Reinaldo e Natal Bonucci, Cirano Guilardi, Lucio Nicolatti, Romeu Pires de Oliveira, Candido Teixeira, Luis Salete, Omair Fagundes, Dirceu, Tito fotógrafo, irmãos João, Manoel e Tonho Fernandes, Ivo Acedo, Fred, Geraldo Ajudarte, Pachá, Ives e Armando Pedico, entre outros.